Holambra (11 – Final): Os Anônimos

Devido a devastação da 2° Guerra Mundial, o governo holandês incentivou a imigração. Para os que escolheram o Brasil, por este aceitar imigração de grupos e católicos, grande numero de famílias já formadas e outros muitos solteiros, chegaram nas pobres terras da Fazenda Ribeirão, com a esperança e fé em uma vida melhor!

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Holambra (10): Crianças e escola

A união entre brasileiros e holandeses, foi fundamental para o progresso de todos. Mesmo tendo a dificuldade de comunicação verbal, os holandeses aprenderam muito com os colonos e vice versa! No entanto, a falta de saberem falar o português, fez com que muitos brasileiros temessem seus empregadores. Ao longo de minhas entrevistas com ambas as partes, encontrei a explicação. O tom de voz usado pela ansiedade de não se fazer entender e usando frases misturando as línguas como “dar water”, deixava as relações um pouco acaloradas. Com o tempo, cada um foi se acostumando.

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Holambra (9): Tornando cidade

Nos primeiros anos de imigração, o transporte era muito precário e para adquirir produtos necessários, uma lista de compras era feita de forma coletiva. Uma ou duas pessoas fariam as compras para todos. E quem fosse fazer as compras, seguia de cavalo até o “grote weg” ( estrada grande SP340), geralmente levando seu cachorro para ‘vigiar’ seu cavalo amarrado lá na porteira, enquanto seguiam de ônibus para Campinas. Mas logo um mercadinho foi montado e vendedores da região, passavam uma vez na semana para abastecer as prateleiras, com diversos produtos.

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Holambra (7): Cultura, Esporte e Lazer

Em 1960, para as comemorações de 12 anos e meio de comunidade holandesa, construíram o Clube. Para a inauguração, um grande baile foi organizado e apresentações de teatro foram encenadas pelos imigrantes. Quem não dispunha de roupa adequada para a ocasião, aproveitava um cobertor que, devido ao calor tropical, não tinha muita utilidade, e o transformava em um lindo terno. Sacos de arroz, com um pouco de habilidade da dona de casa, rapidamente era transformado em um lindo vestido de baile. O problema era chegar limpo ao local do baile, uma vez que o transporte era charrete, e com charrete na estrada de poeira ou lama, tudo podia acontecer…

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Holambra (6): A saúde

No final de 1948, a então Fazenda Ribeirão já tinha alguns moradores imigrantes holandeses, entre eles os senhores W .Miltenburg, T .Cruijsen, W. Welle, L. Koopmans e J. Palmen. Como eram solteiros e pouco ou nada tinham a perder, vieram na frente para prepararem as moradias, para a chegada das primeiras famílias da Holanda.

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Holambra (5): A vida religiosa

Mesmo com tanto trabalho para construírem sua nova ‘terra natal’, os imigrantes holandeses não deixaram de trabalhar também, na área social e religiosa. Formaram comissões de voluntários para todas as atividades, tanto na área produtiva, como lazer, saúde e religiosa.

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Holambra (4): As novidades e as dificuldades

Em 1948, quando para cá vieram, os primeiros imigrantes holandeses pouco sabiam sobre o Brasil. Mas antes da viagem, reuniam se para fazer um curso rápido, no “Ons Erf’ na cidade De Steeg, para aprenderem algumas palavras como sim ou não, saberem o que poderiam levar em suas bagagens e um pouco de informações sobre o Brasil. Mas a maioria dos imigrantes, concorda que as informações recebidas, era o mesmo que nada! Por isso, chegando ao Brasil, a cada hora, uma novidade surgia diante de seus olhos.

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Holambra (2): A viagem

A viagem de imigração era, na maioria dos grupos, feito em navios de carga, com limitação de espaços para os passageiros, deixando-as comprimidas umas às outras e sem privacidade. O numero de cada grupo, variava até sessenta pessoas por viagem. E foi assim que eles estabeleceram seus primeiros contatos com os demais imigrantes, fazendo amizades durante as longas três semanas de travessia do Atlântico. A ajuda mútua era necessária nos momentos difíceis, pois muitos sentiram enjoos e estavam enfraquecidos pela fome. Após a primeira semana, a alimentação já se tornara pouca ou estragada.

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